Adriana Ocelot

Iniciei minha jornada de aprendizados no universo xamânico das tradições nativo-americanas, nas práticas de curanderia, no uso das medicinas da terra e nas cerimônias ancestrais em 1996 com a medicina nativa da Floresta Amazônica. Com formação acadêmica em Comunicação Social e Marketing pela PUC-RJ e San Diego Mesa College – CA respectivamente, depois de sete anos viajando pelo mundo e conhecendo as práticas da espiritualidade e da medicina em comunidades tradicionais entre Brasil, México e EUA, resolvi dedicar-me a tais práticas principalmente como um modo de vida.

Em 2004, seguindo o chamado para participar de um grande encontro de lideranças indígenas das Américas pela realização de uma antiga profecia do povo Otomi em Temoaya – México, a cerimônia dos 8000 tambores pela cura da Mãe Terra, esse caminho das tradições nativo-americanas afirmou-se definitivamente em minha vida. Durante dois anos, vivi num pequeno povoado Otomi,  Atlapulco, onde tive minha 3ºfilha Ketzalli, com a ajuda da parteira tradicional do povoado, com quem aprendi do temazkal terapêutico na cura e no pré e pós-parto e do partejar na tradição. Durante esse período, acompanhei o pai de Ketzalli, chefe de tradição, em diversas cerimônias e recebi minhas primeiras iniciações no caminho da Chanumpa.

De volta ao Brasil em 2006, abrimos um círculo cerimonial em Itaipava – RJ com Temazkal, Busca de Visão e cerimônias de medicina do norte e do sul da América numa aliança entre os povos.

Gestora do Ciclo de Medicinas da Terra para mulheres, guardiã do Templo de Lua, estudiosa das propriedades curativas das plantas medicinais e praticante das terapias e cerimônias nativas, seguidora do caminho vermelho, temazkalera, dançante do Sol em Crow Dog´s Paradise – Rosebud reservation, SD, EUA, em Tamoanchan, Nayarit, México e Guasca, Colômbia, dançante da Lua em Ollitlahuimetztli, Teotihuacan, México, dirigente da Busca de Visão no Brasil em aliança com a  Dança do Sol em Guasca,  Colômbia sob chefia do abuelo Alfonso Castillo ambas na linhagem Lakota, dirigente da Dança da Lua no Brasil, membro do grupo Guardiões Huni Kuin, pelos saberes e medicinas da floresta, sigo dedicando-me ao fortalecimento e à difusão dos saberes ancestrais dos povos nativos das Américas.